Precaução por aerossóis
A transmissão por aerossóis ocorre de maneira diferente da transmissão por gotículas, uma vez que as partículas eliminadas em atividades como a fala, a tosse e a respiração ficam suspensas no ar. Com isso, elas podem permanecer viáveis durante horas e atingir diferentes ambientes (ANVISA, 2021).
Precaução por aerossóis
A transmissão por aerossóis ocorre de maneira diferente da transmissão por gotículas, uma vez que as partículas eliminadas em atividades como a fala, a tosse e a respiração ficam suspensas no ar. Com isso, elas podem permanecer viáveis durante horas e atingir diferentes ambientes (ANVISA, 2021).
Fonte: WANG et al., 2021.
Quais doenças requerem precaução por aerossóis?
- Herpes zoster disseminada (com mais de um dermátomo), ou localizada no caso de paciente que seja imunossuprimido;
- Sarampo;
- Tuberculose pulmonar (suspeita ou confirmada), tuberculose laríngea (suspeita ou confirmada) e tuberculose extrapulmonar com lesão drenando secreções;
- Varicela;
- Varíola;
- Gripe e SARS (em procedimentos que geram aerossóis, como intubação orotraqueal, ventilação manual, aspiração traqueal, entre outros).
SAIBA MAIS…
O HUAP apresenta uma documento de relação das infecções e microrganismos que exigem isolamento.
As medidas de proteção utilizadas para evitar o risco de transmissão/contaminação de doenças transmitidas por meio de aerossóis englobam:

Máscara de alto poder de filtração (N95 ou PFF2)
A máscara de alto poder de filtração (N95 ou PFF2) deve ser colocada antes de entrar no quarto do paciente e deve estar ajustada corretamente ao rosto. Ela deve ser descartada caso esteja úmida, suja, danificada ou conforme o protocolo institucional vigente.

Quarto privativo
O quarto deve ser preferencialmente privativo e deve conter um sistema de ventilação especial (pressão negativa). A porta do quarto deve ser mantida sempre fechada, visando evitar a dispersão de aerossóis para outros ambientes. Caso não seja possível, o quarto deve ser compartilhado entre pacientes com o mesmo patógeno (coorte), com 1m de distância entre os leitos.

Higienização das mãos
É importante que seja realizada a higienização das mãos conforme procedimento operacional de fricção antisséptica da mãos ou higienização das mãos com água e sabão, segundo os 5 momentos de higienização das mãos preconizado pela OMS.

Transporte
Assim como na precaução por gotículas, o transporte em casos de precaução por aerossóis também deve ser limitado ao mínimo possível. Quando houver necessidade de transportar o paciente, esse deverá usar somente máscara cirúrgica durante sua permanência fora do quarto, pois as gotículas expelidas pelo paciente ficam retidas na máscara, não ocorrendo a suspensão/disseminação do microrganismo para o ar ambiente.
Agora, você pode testar os seus conhecimentos acerca do tema através do formulário abaixo:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Precauções por gotículas: cartaz A4. Brasília: Anvisa, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/cartazes/1-cartaz_precaucao-goticulas-a4.pdf. Acesso em: 1 jun. 2025.
RIBEIRÃO PRETO. Secretaria Municipal da Saúde. Precauções: medidas de prevenção e controle de infecções. Ribeirão Preto: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude2040202410.pdf. Acesso em: 1 jun. 2025.
WANG, Chia C. et al. Airborne transmission of respiratory viruses. Science, [s.l.], v. 373, n. 6558, eabd9149, 27 ago. 2021. DOI: 10.1126/science.abd9149. Disponível em: https://www.science.org/doi/10.1126/science.abd9149. Acesso em: 1 jun. 2025.