Prevenção de Infecções do Trato Urinário
Apesar do grande potencial preventivo, as infecções do trato urinário (ITUs) são responsáveis por 35-45% das IRAS em pacientes adultos e estão relacionados, em sua grande maioria, à cateterização vesical (ANVISA, 2017).
Infecção do trato urinário relacionada à assistência à saúde associada à cateter vesical (ITU-AC)
A ITU-AC refere-se a qualquer infecção sintomática de trato urinário em paciente em uso de cateter vesical de demora instalado por um período maior que dois dias calendário (sendo que o D1 é o dia da instalação do cateter) e que na data da infecção o paciente estava com o cateter instalado ou este havia sido removido no dia anterior (ANVISA, 2017).
Inicialmente, os agentes etiológicos responsáveis pelas ITUs costumam a pertencer à microbiota do paciente e, posteriormente, devido à fatores como uso de antimicrobianos, seleção bacteriana, colonização local e cuidados ao cateter, pode-se ter uma modificação da microbiota. Dessa forma, o tempo de permanência da cateterização vesical confere-se como um fator crucial para colonização e infecção (bacteriana e fúngica) (ANVISA, 2017).
Técnica de inserção do cateter urinário
A técnica do cateter urinário é um procedimento que dever ser realizado com técnica asséptica e perpassa a verificação da real necessidade da indicação do cateter urinário e remoção oportuna do mesmo (ANVISA, 2017).
São indicações para inserção do CVD (ANVISA, 2017):
Fonte: ANVISA, 2017.
IMPORTANTE!
Cateterismo intermitente/drenagem suprapúbica
É fundamental sempre dar preferência ao cateterismo intermitente ou drenagem suprapúbica e uso de drenagem externa para o sexo masculino (ANVISA, 2017).
Somando-se a isso, é fundamental a análise do tempo de permanência desse dispositivo, dado que pacientes que permanecem com o dispositivo além do necessário, podem apresentar complicações infecciosas (locais e sistêmicas) e não infecciosas (desconforto para o paciente, restrição da mobilidade, traumas uretrais por tração), além de impactar nos custos hospitalares e gerar prejuízos ao sistema de saúde público e privado (ANVISA, 2017).
IMPORTANTE!
Higienização das mãos
A higiene adequada das mãos é fundamental na realização da técnica de inserção do cateter urinário e deve ser realizada em três momentos distintos:
1. Antes de iniciar o procedimento;
2. Após a limpeza da genitália, antes de colocar a luva estéril;
3. Após o término do procedimento.
Medidas gerais de prevenção
Somando-se às práticas básicas de infraestrutura para prevenção (como a criação e implantação de protocolos escritos de uso, inserção e manutenção do cateter), vigilância de processo e educação permanente e treinamento, tem-se como medidas gerais de prevenção de ITU-AC (ANVISA, 2017):
1. Após a inserção, fixar o cateter de modo seguro e que não permita tração ou movimentação;
2. Manter o sistema de drenagem fechado e estéril;
3. Não desconectar o cateter ou tubo de drenagem, exceto se a irrigação for necessária;
4. Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica ou vazamento;
Além dessas medidas, é preconizado também (ANVISA, 2017):

Coleta para urinocultura
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Esvaziamento da bolsa coletora
Esvaziar a bolsa coletora regularmente, utilizando recipiente coletor individual e evitar contato do tubo de drenagem com o recipiente coletor;

Posição da bolsa coletora
Manter sempre a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga;

Fluxo de urina
Manter o fluxo de urina desobstruído
De forma resumida, o pacote de medidas para a prevenção de ITU-AC é:

Medidas de prevenção
Adesão às medidas de prevenção, como higiene das mãos, capacitação da equipe, técnica asséptica na inserção, manutenção correta e vigilância;

Uso de ultrassom
Ultrassom de bexiga, visando evitar a cateterização de demora;

Medidas alternativas
Condom e cateter intermitente como alternativas possíveis em detrimento à cateterização de demora;

Indicação do cateter urinário
Direcionar o uso de cateter urinário de demora apenas para os casos com indicações claras;

Tempo de manutenção do cateter urinário
Evitar manter cateter urinário por tempo desnecessário
Agora, você pode testar os seus conhecimentos acerca do tema através do formulário abaixo:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. 2. ed. Brasília: Anvisa, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/caderno-4-medidas-de-prevencao-de-infeccao-relacionada-a-assistencia-a-saude.pdf/view. Acesso em: 24 jul. 2025.